AEROPORTO DE BARCELOS LIBERADO PARA VOOS COMERCIAIS REGULARES

O Prefeito de Barcelos Edson Mendes esteve em Brasília no dia 20/02 em reunião com o secretário Nacional de Aviação Civil, Dário Lopes, juntamente com o Deputado Alfredo Nascimento. E atendendo a um pedido de Alfredo Nascimento e do Prefeito de Barcelos, o Secretário de Aviação Civil, Dr. Dario Lopes, assinou nesta terça-feira (27) convênio de outorga do aeroporto de Barcelos que vai permitir o seu funcionamento de forma regular e legal, já que o aeroporto estava funcionando normalmente mais ainda com algumas exigências da ANAC pendentes por motivo da Prefeitura  estar aguardando a reforma do aeroporto em parceria com o Governo Estadual, que já está em tramite legal para ser realizado em breve.

Com esta assinatura de convênio de outorga pelo Secretário de Aviação, encerra-se a ameaça de fechamento do aeródromo de Barcelos, importante instrumento para economia da cidade que depende dos voos regulares para Manaus, especialmente os que trazem turistas para a prática da pesca esportiva. Destacando o empenho do prefeito Edson Mendes nessa conquista.

“Estou muito empenhado nesses pleitos porque sei a importância dos aeroportos para o interior do Amazonas e tenho certeza que nosso trabalho resultará em ganhos significativos para os municípios, que passarão em breve a contar com uma infraestrutura aeroportuária segura, digna e confortável para atender a todos que utilizam o avião como meio de transporte.” Disse o Deputado Federal Alfredo Nascimento.

Barcelos participa de Reunião com SEMA e AmazonasTur

Aconteceu na tarde desta terça-feira (20/02) na Sede da Amazonastur, situada na Av. Santos Dumento, 1350 – Tarumã, às 15h, uma reunião com a Secretaria de Estado do Meio Ambiente – SEMA, onde a Cidade de Barcelos foi representada pelo Sr. Ronnie Cardoso – Representante do Município, Vadilson Gonçalves – Assessor de Turismo e Frank Garcia Assessor de comunicação. A reunião teve como objetivo principal, tratar as Políticas Públicas e Projetos voltado para a Pesca Esportiva no Amazonas.

De acordo com o secretário da Sema e presidente do Instituto de Proteção do Amazonas (Ipaam), Marcelo Dutra, o encontro serviu para apresentar as propostas da administração do governador Amazonino Mendes e receber sugestões dos representantes dos setores no período de 5 a 6 de abril, quando o Governo do Estado realiza no Centro de Convenções do Amazonas Vasco Vasques (CCAVV), no bairro Alvorada, zona centro-oeste, o 1º Workshop Sobre Pesca Esportiva.

Além do secretário da Sema, a audiência contou com a participação do diretor-presidente da Amazonastur, Orsine Junior, secretária da Sejel, Janaína Chagas, secretário adjunto de Pesca e Aquicultura (Sepa), Geraldo Bernardino, presidente da Associação Barcelense dos Operadores do Turismo (Abot), Yan Arthur, e do vereador Wallace Oliveira. O evento reuniu mais de 100 empresários do segmento do turismo de pesca, secretários municipais de Meio Ambiente e gestores de Unidades de Conservação (UCs).

Reordenamento – Segundo Dutra, as discussões serão de grande importância para elaborar o reordenamento do setor do turismo de pesca no Amazonas, para que o Estado tenha um maior poder de fiscalização, monitoramento do segmento e o pagamento por compensação de serviços ambientais, conforme determina o Acordo de Paris, que estabelece regras internacionais voltadas ao trabalho de combate as mudanças climáticas.

“É a oportunidade que o Amazonas tem de aferir publicidade, atrair investimentos e estabelecer políticas reais que vão agregar valor a atividade da nossa população no interior”, afirmou Marcelo Dutra. Ele disse que a grande dificuldade de monitoramento é a falta da validação dos documentos apresentados ao Ipaam para cada empreendimento ter acesso ao Certificado de Registro de Pesca (CRP) e da Carteira de Pesca Esportiva. 

Ian-Arthur de Sulocki, presidente da Associação Barcelense de Turismo (Abot), entidade conta com 15 empresas atuando no segmento da pesca esportiva na região do Alto Rio Negro e que movimenta algo em torno de R$ 10 milhões no município de Barcelos, relatou sobre as dificuldades que os Operadores de turismo tinham na Administração anterior e das melhorias com a parceria da Administração atual, finalizou com a preocupação de preservar o tucunarés açús e perigo do Amazonas perder  mercado para países vizinhos.

Turismo ecológico ─ O diretor-presidente da Amazonastur, Orsine Junior informou que a maioria dos operadores do trade de pesca esportiva não estão com o Cadastro de Turismo (Cadastur) atualizado e, aproveitou o encontro, para pedir ajuda dos empresários do segmento renovar as informações cadastrais. “Queremos uma maior interação com o segmento para que possamos reforçar políticas públicas”, conclamou.

Orsine Junior disse que a Amazonastur apoia todas as ações desenvolvidas pela Sema e anunciou a realização em setembro, o Torneio de Pesca Esportiva “Amigos do Tarumã” e a elaboração do Brasileiro de Pesca Esportiva no Amazonas. “Estamos elaborando um calendário com eventos grandiosos para que seja referência para o Brasil e, quem sabe até, internacionalmente”, afirmou.

Esporte – A secretária da Sejel, Janaína Chagas, disse que, ao longo dos anos, o órgão teve uma participação muito discreta nos eventos de pesca esportiva no Estado, mas que, neste ano, com a nova política do governo para o setor, a secretária vai exercer um papel firme. “Já que a pesca é esportiva, vamos ter a Sejel como parceira, já que muitos atletas são pescadores esportivos e vamos trazê-los para dentro desse grande projeto”, disse. 

Números – O secretário da Sepa, Geraldo Bernardino lembrou que a atividade de pesca no Amazonas atingiu no ano passado 250 mil toneladas, sendo que desse total 130 mil toneladas teve como destino o comércio, 25 mil toneladas saíram do estado de forma clandestina e 70 mil toneladas para consumo das populações no interior.

Bernardino informou que, atualmente, existem 130 mil pescadores registrados no Estado, sendo que 78 mil já receberam, o que gerou uma movimentação de mais de R$ 300 milhões nos 62 municípios amazonenses.

CONFIRA AS FOTOS:

Prefeitura divulga Edital para criação da Logomarca do XXIV Festival do Peixe Ornamental de Barcelos

Prefeitura divulga Edital para criação da Logomarca do XXIV Festival do Peixe Ornamental de Barcelos

Com o objetivo de fortalecer a identidade visual e simbólica do XXIV Festival do Peixe Ornamental de Barcelos, a Prefeitura Municipal de Barcelos, mediante a Secretaria Municipal de Cultura, torna público o presente edital com inscrições abertas para o concurso. Tal seleção visa à escolha da melhor proposta de uma logomarca que seja inspirada e represente as características da nossa festa maior,  a fim de ser utilizada como divulgação do FESPOB em materiais digitais,  impressos ou outro  recurso audiovisual.

Poderão participar do concurso, pessoas que, comprovadamente sejam naturais do município de Barcelos, independente de não estarem residindo no município.  Os interessados terão que obter a Ficha de Inscrição, a autorização dos pais ou responsáveis legais, o Termo de Cessão dos Direitos Autorais, bem como o Edital, que estão disponíveis no Portal Barcelos na NET (https://barcelosnanet.com), e no Centro de Atendimento ao Turista- CAT;

A votação das propostas dar-se-á por um dos dois seguintes métodos:  Voto pela internet: As imagens estarão disponíveis no site https://barcelosnanet.com. Voto impresso: A urna de votação ficará localizada no Centro de Atendimento ao Turista – CAT, bem como a exposição das imagens a serem julgadas, sendo o horário de eleição o do funcionamento do referido setor. O resultado final do Concurso será publicado, na integra, no site (https://barcelosnanet.com) e disponibilizado no mural do Centro De Atendimento ao Turista em Barcelos.

Depois de publicado o resultado e transcorridos todos os prazos determinados no Edital, serão iniciados os procedimentos necessários para conferir uma medalha de menção honrosa e o PRÊMIO DE R$ 1.000,00 (mil reais) ao autor do projeto vencedor.  Os prêmios serão entregues em cerimônia organizado pela Prefeitura Municipal de Barcelos, mediante a Secretaria Municipal de Cultura.

BAIXE AQUI O EDITAL: Edital e Ficha de Inscrição  


CONFIRA O CALENDÁRIO

31/10 /2017- Abertura das inscrições e entrega das propostas.
14/11/ 2017-Encerramento das inscrições e entrega pessoal das propostas.
15/11/2017- Inicio da fase de validação das propostas;
19/11/ 2017- Ténnino da fase de validação das propostas
20/11/2017- Inicio da votação das propostas;
30/11 de 2017- Término da votação das propostas;
01/12 /2017- Previsão da divulgação do resultado.

Prefeitura de Barcelos e o empresário Lauro Rocha firmam parceria para fortalecer o FESPOB 2018.

Em reunião na tarde desta terça-feira, 24/10, o Prefeito de Barcelos Edson Mendes, o Representante do Município Ronnie Cardoso, o Presidentes do Acará-Disco Ricardo Maia, o Presidente do Cardinal Marcelos Gonçalves e o empresário Lauro Rocha, firmaram parceria para o nosso Festival do Peixe Ornamental de Barcelos 2018, que contribui e reforça o objetivo do evento, que é valorizar e divulgar a cultura e os produtos regionais, incluindo o turismo, por sua potencialidade como fonte de renda para as famílias barcelenses.

Lauro Rocha é proprietário do Santana Rio Negro Lodge, um hotel de selva localizado na margem direita do Rio Negro (AM) no município de Barcelos, entre as comunidades Baturité e Camaru. Empresário renomado na região da Amazônia, Lauro Rocha adquiriu o hotel em 2012 e renovou o local e o antedimento neste estabelecimento cravado no coração da floresta Amazônica, o Rio Negro Lodge, que antes era privilégio apenas de estrangeiros, tem suas portas abertas aos turistas de todo Brasil.

Onde ficar em Barcelos!

Localizada a 401 km de Manaus, Barcelos, no Amazonas, é uma cidade cercada de águas, de modo que sua atividade turística destaca-se pelo ecoturismo e pela pesca desportiva.

Ver parte histórica neste Link: História de Barcelos

Você olha para o céu e vê a maior queda d’água do Brasil, a cachoeira do El Dorado. Você olha para o chão e vê a caverna mais profunda do Brasil, o abismo Guy Collet. Tudo parece ser imenso,  Arquipélago Fluvial Mariuá o maior do Mundo, o segundo maior município do Brasil em extensão territorial. Entre céu e terra, nas praias às margens do Rio Negro, a capital do peixe ornamental e a maior concentração  dos Maiores tucunarés de  toda a Amazônia.

A cidade oferece algumas opções de hospedagem; das mais simples as mais requintadas, sempre ornamentadas com lindas pinturas e artesanatos locais. Faça sua reserva! se  chegar de última hora, poderá optar a que mais se encaixa ao seu perfil, dependendo da disponibilidade de vagas.
Abaixo alguns hoteis e pousadas que Barcelos oferece:

hotel cidade
HOTEL CIDADE – Avenida Mariuá – Centro FONE: (97) 3321-1320

 


Hotel rio negro
HOTEL RIO NEGRO – Avenida Mariuá, 97 – Centro – (97) 3321-1260 – http://www.juniorpesca.com.br/

 


Hotel ornamental
HOTEL ORNAMENTAL – Avenida Mariuá – Centro – Fone: (97) 3321-1381

 


HOTEL MACEDO
HOTEL MACÊDO – Avenida Mariuá – Centro – Fone: (97) 3321-1133

 


POUSADA ÁGUA NEGRA – Avenida Mariuá, 25A – Centro – Contato: (97) 99156-0190 / 99158-6597 – (92) 99519-4076

 


 

pousada Flor da Mata
POUSADA FLOR DA MATA – Rua Dorval Porto – Centro – Fone: (97) 3321-1633

 

Fonte: Portal Barcelos na NET

VILA DE CARVOEIRO EM BARCELOS REALIZA FESTEJO DE SANTO ALBERTO DE TRAPANI – 2017

A Festa de Santo Alberto de Trapani na Vila de Carvoeiro, município de Barcelos AM, é o maior acontecimento religioso-social do rio Negro. Santo Alberto é o padroeiro dos navegantes que viajam pelo rio Negro. A maioria, quando passa por Carvoeiro, para e faz uma oração aos pés do primeiro santo carmelita canonizado. A devoção a Santo Alberto foi introduzida pelos missionários carmelitas no século XVIII. O último carmelita a morar em Carvoeiro foi Frei José dos Santos Inocentes de 1832 a 1852.

A Festa vai do dia 28 de julho a 7 de agosto 2017. A Vila de Carvoeiro está numa pequena ilha. Moram ali pouco mais de 30 famílias. Há uma escola chamada Grupo Escolar Santo Alberto – construída em 1973, um Posto de Saúde com um agente de saúde, uma delegacia-cadeia, uma Usina Termelétrica movida a motor .
Para a festa vem pessoas de todas as partes do Rio Negro e do Rio Branco, Barcelos, Santa Isabel, Novo Airão e outros.
VÍDEO EM HOMENAGEM A SANTO ALBERTO

VILA DE CARVOEIRO EM BARCELOS REALIZA A FESTA EM HOMENAGEM A SANTO ALBERTO2Na mesma data a festa também realizada em Barcelos. Contam que a novena de Santo Alberto foi introduzida e mantida pelo Sr. Francisco Paiva. Ele era um “promesseiro” e organizava a novena na comunidade Marará, onde morava. Mudou-se para Barcelos e passou a organizar a novena e festa em sua casa no Bairro de Nazaré, onde tinha construído uma capelinha dedicada ao Santo Alberto. Ele tinha uma pequena imagem de uns 20 cm. Realmente é uma imagem de Santo Alberto com o hábito carmelita, com capa branca, lírio e livro. Ele morreu há alguns anos atrás, mas faz muitos anos que a novena foi transferida pelo pároco para a capela Nossa Senhora de Nazaré.

HISTÓRIA DE SANTO ALBERTO DE TRAPANI

Santo Alberto de Trapani - CarvoeiroSANTO ALBERTO nasceu em Trápani – Sicília (Sul da Itália), no Século XIII (a data do nascimento é incerta), filho de Bento Abade e Joana Palizi (depois de 26 anos de um casamento sem filhos), que prometeram de consagrá-lo ao Senhor. Seus superiores o mandaram para Messina, por uma invasão de piratas: por sua oração alguns navios carregados de mantimentos conseguiram passar milagrosamente entre os assaltantes e chegaram até a cidade. Alberto pregou a palavra de Deus em vários lugares da Sícilia e foi provincial dos Carmelitas daquela ilha em 1296.
Morreu em Messina, no dia 7 de agosto (provavelmente em 1307). Conta-se que para o fim da polêmica entre o clero e o povo sobre qual missa celebrar em tal ocasião, apareceram dois anjos e entoaram o cântico da missa dos confessores.
Alberto foi um dos primeiros santos carmelitas venerado pela sua ordem; da qual, mais tarde, foi considerado patrono e protetor.
Em 1457 o Papa Calixto III permitiu o seu culto, confirmado mais tarde por Sixto IV (bula de 31/06/1476).
Sua imagem é representada tipicamente com um crucifixo entre dois ramos de lírio na mão direita. Outras vezes é representado com Menino Jesus entre os braços, enquanto esmaga o demônio sob os pés.
Santo Alberto é invocado contra as tempestades, para a cura das doenças (especialmente da garganta), nas carestias para exorcizar os possessos e em outras aflições.

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Gravura do século XV (Biblioteca Pública de Bamberg – Alemanha)
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Afresco do Santuário do Carmo de San Felice del Benaco (Itália)

ÁUDIO EM HOMENAGEM A SANTO ALBERTO

Ouça pelo nosso player: 

Meu Santo Alberto/ sou a sua devoção/ meu mensageiro de fé/ me dê a benção. A nossa fé se espelha por todo canto/ como num encanto/seus milagres surgirão. (bis)

Santo Alberto abençoe essa gente/ Santo Alberto nos proteja/ Santo Alberto dê força aos doentes/ aos carentes ajude a lutar.

Meu Santo Alberto meu padroeiro/somos romeiros desse lugar/ somos aqui de Carvoeiro/ hoje nós vamos te homenagear.

MENSAGEIRO (SANTO ALBERTO)

(Jorginho do Peixe / Chico Antônio)

Meu Santo Alberto

És minha devoção

Meu mensageiro de fé

Me dê sua bênção

A nossa fé se espalha

Por todo canto

Como num encanto

Seus milagres surgirão

Santo Alberto…

Abençoe esta gente

Santo Alberto

Nos proteja

Dê força aos doentes

E aos carentes ajude a lutar

Meu Santo Alberto

Meu padroeiro

Somos romeiros deste lugar

Somos aqui de Carvoeiro

Hoje nós vamos te homenagear.

ORAÇÃO E NOVENA A SANTO ALBERTO

Ó glorioso Santo Alberto, que durante toda Vossa vida fostes um admirável exemplo de pureza e ardor apostólico, intercedei por nós junto a Deus para que nos livre de toda mancha do pecado, e o teu exemplo nos guie na oração e na prática do bem, para que mereçamos sermos dignos da glória do céu. E, necessitando de um Vosso especial auxílio, com grande confiança recorro a Vós, ó Santo Alberto, preciso não só de graças espirituais mas também da graça de…… (fazer o pedido). Vós que tivestes tanto amor a Jesus e à Virgem Maria e, vos compadecestes das necessidades humanas, alcançai-me de Deus junto com sua celeste Mãe a graça que vos peço a mais completa resignação à vontade de Deus.

Não percam esta grandiosa festa!

Expedia aponta Barcelos como um dos 20 destinos mais bonitos para se visitar no Brasil

A Expedia Brasil, uma empresa americana e uma das maiores agências de viagens do mundo, indicou Barcelos – AM como um dos destinos mais bonitos para se visitar no Brasil.

A empresa considerou que o município apresenta uma beleza única, com uma a natureza quase intocada, hospitalidade e ótimos comentários dos visitantes em diversas fontes. Características como essas sobre a cidade e região podem ajudar a atrair mais  turistas.

Localizada a 401 km de Manaus, Barcelos, no Amazonas, é uma cidade cercada de águas, de modo que sua atividade turística destaca-se pelo ecoturismo e pela pesca desportiva.
Você olha para o céu e vê a maior queda d’água do Brasil, a Cachoeira do El Dorado. Você olha para o chão e vê a caverna mais profunda do Brasil, o abismo Guy Collet. Tudo parece ser imenso, Arquipélago Fluvial Mariuá o maior do Mundo, o segundo maior município do Brasil em extensão territorial. Entre céu e terra, nas praias às margens do Rio Negro, a capital do peixe ornamental e a maior concentração dos Maiores tucunarés de toda a Amazônia.

“Quando pensamos nas férias, além das atrações e dos inúmeros roteiros de diversão, no fim o que importa é saber que estamos em boas mãos. Seja nos serviços do hotel, no tipo de cozinha e restaurantes oferecidos no destino, e ainda, na hospitalidade e na cultura de seu povo”, comenta o blog Viajando com a Expedia.

A classificação foi baseada nos comentários de usuários. As dicas e sugestões dos viajantes são sempre fundamentais na hora de escolher entre tantas alternativas. A Expedia listou Barcelos como o SEGUNDO destino.

“O Rio Negro é o pano de fundo que forma paisagens incríveis, especialmente enquanto o sol se põe. As enormes formações rochosas do Parque Estadual da Serra do Aracá “protegem” os tesouros por trás da densa floresta amazônica, como é o caso da belíssima Cachoeira do El Dorado – considerada a maior queda d’água livre do Brasil.”, completa.

Conheça o Parque Estadual Serra do Aracá no Amazonas

A Amazônia talvez seja o bioma mais famoso do mundo, entretanto, nem todos os seus tesouros foram descobertos ainda. Um deles é o Parque Estadual Serra do Aracá (AM), localizado no Município de Barcelos(401  km de Manaus) na região de montanhas da Floresta Amazônica, na fronteira com a Venezuela. São quase dois milhões de hectares que guardam a maior cachoeira em queda livre do Brasil, a El Dourado, com 353 metros de altura, e dezenas de espécies endêmicas. Um patrimônio pouco conhecido e, infelizmente, pouco cuidado.

Gestor do parque há um ano e meio, o ecólogo Gustavo Ganzaroli é o responsável pela linha de frente na tentativa de dar visibilidade à unidade e captar recursos para sua implementação. Há anos a unidade de conservação (UC) tenta resolver o impasse da sobreposição com a Terra Indígena Yanomami e com a Floresta Nacional do Amazonas.

“Mesmo que o tamanho do parque diminua, nós não perderemos área de proteção, porque essa área é protegida pela Terra Indígena. E resolvendo a redelimitação, poderíamos avançar na conclusão do Plano de Gestão, começar a regulamentar o turismo e desenvolver a infraestrutura básica”. Segundo o Gestor.

O entrave para conseguir alterar o perímetro da unidade é outro, a falta de recursos. O parque não recebe recursos da ARPA, como a maioria das unidades de conservação amazônicas, tampouco possui uma verba própria que permita financiar a consulta pública necessária para redefinir os limites do parque.

Parque Estadual Serra do Aracá (AM). Foto: Gustavo Ganzaroli

Confira a entrevista que o WikiParques fez com Gustavo Ganzarolli:

WikiParques: O Parque Estadual Serra do Aracá existe há mais de 20 anos, mas é desconhecido da maioria dos brasileiros. Conte um pouco da história do parque.

Gustavo Ganzaroli: O Parque Estadual Serra do Aracá foi criado em 1990, através de um decreto que criou várias unidades de conservação no estado do Amazonas (Decreto Estadual n° 12.836/1990). Já haviam sido realizadas expedições de reconhecimento e pesquisa na década de 80 que identificaram várias espécies endêmicas e raras na Serra do Aracá, mas não houve estudos prévios para criação do parque em si. Dois anos depois foi criada a Terra Indígena Yanomami, sobreposta ao parque. De fato, existe uma ocupação indígena ali há décadas e a FUNAI (Fundação Nacional do Índio) já estava estudando a criação dessa área quando o parque foi instituído. Depois da homologação da terra indígena, uma outra unidade de conservação foi criada sobreposta ao parque: a Floresta Nacional do Amazonas (AM).

Por anos a UC foi um daqueles parques de papel, porque tinha sido criado, mas ninguém do estado tinha feito nada. Só em 2006, o estado do Amazonas começou a fazer as primeiras expedições de reconhecimento desse parque. E em 2009, a Secretaria de Estado de Meio Ambiente (SEMA), através do extinto CEUC (Centro Estadual de Unidades de Conservação), fez uma parceria com a Fundação Vitória Amazônica (FVA), uma ONG local, para captação de recursos com o objetivo de implementar o parque.

Nessa época, o corpo da SEMA era bem grande, eram tempos de vacas gordas, por assim dizer, diferente da crise que estamos vivendo agora. E nós demos início aos estudos necessários para elaboração do Plano de Gestão, que é como nós chamamos o Plano de Manejo. Em 2010, foi concluída a primeira versão desse plano, e levada para discussão em uma consulta pública, que é quando a população é convidada a participar do processo. Nessa consulta, os membros das organizações indígenas falaram do problema da sobreposição. No Plano de Gestão nós elaboramos regras, fazemos o zoneamento, entre outras coisas, isso incomodou os Yanomamis pela perspectiva de ter um parque ditando as regras do território deles. A própria Constituição reconhece o direito de uso inalienável dos índios sobre a sua terra (Artigo 231 da Constituição). Nós reconhecemos o direito dos indígenas, e iniciamos o trabalho para retirar essa sobreposição e alterar o perímetro da unidade. Com esse objetivo, em 2012, foi criado um Grupo de Trabalho (GT), dentro da Secretaria, composto por várias ONGs, governo e pelos próprios indígenas através das suas instituições, para entrar em acordo sobre a redelimitação.

De vermelho, o perímetro atual do parque; de amarelo, a Terra Indígena Yanomami; e de azul a Flona Amazonas. Sobreposição corresponde à 80% do território do Parque Estadual Serra do Aracá.

Quais foram as propostas para redelimitação?

A região da Serra do Aracá em si, onde está a maior cachoeira em queda livre do Brasil e os tepuis (montanhas cuja formação se assemelha a uma meseta), não está no Território Indígena. Portanto, mesmo desafetando a área com sobreposição, preservaríamos a Serra dentro da unidade. A primeira proposta era simplesmente reduzir o parque para área em que não há sobreposição, o que corresponde a uma redução de cerca de 80% do território total. Para não haver uma redução tão grande, foi feita uma segunda proposta de ampliá-lo na sua zona de amortecimento, onde passaria a ter uma extensão de 908 mil hectares. Isso faria com que o parque abarcasse outras áreas importantes para conservação, inclusive uma região muito rara geologicamente, que é uma formação de areais, dunas e campinas no meio da Amazônia, ao sudeste da Serra do Aracá. Portanto, os técnicos propuseram que, uma vez que o parque seria redelimitado, ele deveria incluir essa área.

A terceira proposta segue a mesma lógica de reduzir e ampliar. Porém criando uma unidade de conservação de uso sustentável em uma região onde existem comunidades ribeirinhas tradicionais que sobrevivem do extrativismo da piaçava. Ou seja, reduzir o parque, mas adicionar uma unidade de uso sustentável em área contígua. Essa ideia de ampliar o parque ou de criar outra unidade de conservação não avançaram muito porque existe o interesse da FUNAI para criação de uma outra Terra Indígena nessa área, apesar deles ainda não terem concluído os estudos na região.

Por que a redelimitação ainda não aconteceu?

Depois que o Grupo de Trabalho apresentou seu relatório, o próximo passo seria marcar uma nova consulta pública para discutir a redelimitação. Entretanto, o desafio é que, para essa consulta ser feita, são necessários recursos para garantir a participação da comunidade e viabilizar a ida das pessoas ao município de Barcelos (AM). A logística na Amazônia é muito complicada, nós dependemos de muito recursos apenas para fazer uma reunião dessas acontecer. É gasto de combustível, barco para buscar as pessoas nas comunidades… Essa consulta pública não aconteceu ainda por falta de recursos.

Parque Estadual Serra do Aracá (AM). Foto: Gustavo Ganzaroli

Como é a relação com a Floresta Nacional do Amazonas, que também está sobreposta ao parque?

A questão da Floresta Nacional é um pouco mais sensível. Entre o parque e a Terra Indígena há uma maior compatibilização de interesses e, se esse diálogo do governo com os indígenas melhorar, é possível trabalhar em conjunto. O contexto da Flona é mais complicado, porque é uma categoria de unidade voltada para uma perspectiva econômica, para exploração da própria floresta. Inclusive houve um grande receio de que a unidade estivesse sendo criada para concessão de minérios. Hoje a Flona não cumpre seu papel como unidade de conservação, não tendo sido ainda efetivamente implementada pelo ICMBio.

Qual sua opinião sobre a redelimitação?

As pessoas precisam entender que mesmo que o tamanho do parque diminua, nós não estamos perdendo área de proteção. Porque essa “área perdida” já é Terra Indígena. Não estamos falando, portanto, em reduzir a proteção da área. E se a redução do parque fosse efetivada poderíamos avançar na conclusão do Plano de Gestão, começar a regulamentar o turismo e desenvolver a infraestrutura básica da unidade. Já seria um progresso.

Como é a gestão da unidade diante da falta de recursos?

Eu estou na gestão há um ano e meio. Antes de mim, a UC ficou três anos sem gestor. Houve uma única outra gestora, em 2013, eu acho, que ficou apenas um ano, e nas mesmas condições de falta de recursos para trabalhar. Eu não sou cargo comissionado da SEMA, tampouco concursado. Eu entrei por um processo seletivo de um projeto com recursos de compensação ambiental. O estado conseguiu me colocar como gestor, disponibilizou o escritório, mas o governo do estado dispõe de poucos recursos próprios para lidar com as unidades de conservação. A maioria das UCs sobrevive através do ARPA [Programa de Áreas Protegidas da Amazônia]. Mas  o ARPA não apoia unidades de conservação com conflito territorial e sobreposição, como o nosso parque e o próprio Parque Nacional Pico da Neblina (AM), que também não recebe recursos do programa. Só que para fazermos a redelimitação precisamos de recursos, ou seja, estamos em uma sinuca de bico.

Parque Estadual Serra do Aracá (AM). Foto: Gustavo Ganzaroli

E a equipe do parque é só você, então?

Exato, mas eu conto com o apoio de diversos assessores da SEMA do escritório em Manaus e da rede de gestores das outras unidades estaduais. Como eu fui contratado por um projeto específico, meu vínculo é temporário, com prazo determinado. Eu sei que vou sair em junho, quando termina o contrato.

Como é a visitação na unidade?

Aqui na SEMA nós possuímos um trâmite para visitação das unidades de conservação. É necessário seguir esse procedimento para ser autorizado e ganhar uma espécie de “licença de entrada”, na qual explicamos como é feito o acesso na UC. Isso vale para todas as unidades de conservação estaduais do Amazonas. Não são todas as pessoas que fazem isso, para ser sincero. Algumas pessoas entram nas unidades sem autorização, às vezes até pela falta de uma infraestrutura no local que sinalize aos visitantes a necessidade dessa autorização prévia da SEMA.

No caso do Parque Estadual Serra do Aracá, para chegar nele é preciso fazer uma expedição. Nós temos até um pouco de receio de divulgar o parque, porque apesar dele ter muitos atrativos, ele não oferece nenhuma infraestrutura de apoio à visitação. Existe turismo, mas é um público bem restrito. As trilhas são de alto grau de dificuldade, não é qualquer pessoa que sobe lá, tem até um trecho de escalada para chegar no alto da serra. Em agosto do ano passado, eu realizei uma atividade de monitoramento na região, acompanhando um operador de turismo que organizou um grupo para visitar o parque. Essa foi a única vez que visitei a unidade, e uma oportunidade de saber como ela é e como acontece a visitação nela.

E existe pesquisa no parque?

Sim. O Instituto Nacional de Pesquisa do Amazonas (INPA) já foi lá algumas vezes, o Jardim Botânico do Rio de Janeiro também já visitou a unidade, fizeram até um filme, mas são principalmente instituições de pesquisa da Amazônia. Lá existem muitas espécies raras e endêmicas. Em toda expedição científica são descobertas novas espécies e feitos novos registros pro Brasil, de espécies que às vezes só eram conhecidas na Venezuela, que faz fronteira com o parque e abrange essa região de montanhas da Amazônia. Todas essas pesquisas também passam por um trâmite específico do SEMA para serem autorizadas. É necessário assinar um termo de compromisso, onde deixamos claro o risco da expedição, uma vez que não é um local de fácil acesso e não possuímos nenhuma infraestrutura lá.

Parque Estadual Serra do Aracá (AM). Foto: Gustavo Ganzaroli

Como é feita a fiscalização da área? E quais os principais problemas na unidade?

Como o parque está em uma região de fronteira, o próprio Exército monitora a área. Lá não há tanto desmatamento porque é uma região muito distante, a última comunidade está a quase 200 quilômetros de distância em linha reta, por meio de rios. O desmatamento acontece em baixa escala, mais próximo das comunidades. O que foi constatado é o garimpo. Isso já foi denunciado pelos próprios Yanomamis, porque é um problema da região como um todo.

Diante do tamanho do desafio de gerir um parque nesse contexto, qual sua principal meta de gestão?

O meu objetivo é mostrar a importância do parque. Ele é desconhecido, pouquíssimas pessoas sequer ouviram falar dele. Minha meta é divulgar esse patrimônio e sensibilizar as pessoas e, consequentemente, os políticos. A conservação precisa ser uma pauta prioritária nas agendas. O objetivo de um parque, de uma forma geral conforme descrito pelo SNUC [Sistema Nacional de Unidades de Conservação] é a visitação turística e a pesquisa. Para ele funcionar como parque é necessário, portanto, um recurso expressivo que permita implementá-lo, criar trilhas, capacitar condutores, ter a presença de guarda-parques, uma sede no local. O parque abriga a maior cachoeira do Brasil em queda livre, a caverna mais profunda de quartzito, a paisagem do lugar é linda, temos um potencial turístico enorme.

Apesar de ser um pouco chata essa questão de ordenamento territorial, ela pode ser uma oportunidade para gestão desses conflitos. Se todos os interessados sentarem na mesa: o órgão estadual, o órgão nacional, as comunidades tradicionais e os indígenas; para definir e ordenar o território, essa redelimitação pode ser uma referência para outras áreas protegidas no Brasil.  Por um lado o parque funciona como uma barreira de proteção para os indígenas, por outro, eles podem auxiliar o turismo no parque, como está sendo desenvolvido no Parque Nacional Pico da Neblina. Também queremos integrar as unidades da região do Alto Rio Negro. Inclusive existe a oportunidade da Serra do Aracá fazer parte do roteiro “Montanhas Sagradas”, uma iniciativa do ICMBio no Pico da Neblina. Além disso, estamos tentando sensibilizar o ARPA e o Ministério do Meio Ambiente para captação de recursos que permitam a implementação da unidade. A nossa meta é unir forças em nome da conservação.

Com informações do WikiParques