Barcelos recebe oficina de sensibilização e planejamento turístico – AMAZONASTUR

Nos dias 02 e 03 de Agosto de 2017, na Escola Estadual São Francisco de Sales, foi realizada uma Oficina de Sensibilização e Planejamento Turístico, promovida pela Empresa Estadual de Turismo – AMAZONASTUR em parceria com a Prefeitura Municipal de Barcelos, mediante assessoriado turismólogo Vadilson Gonçalves.

Na oportunidade foram convidados a participar as Secretarias Municipais de Assistência Social, Cultura e Meio Ambiente e todo o Trade turístico de Barcelos: Empresários do ramo de hotelaria, bares e restaurantes, operadores de turismo, taxistas fluviais (bandeirinhas), “barraqueiros” da “Praia Grande”, taxi lotação, moto- taxistas, artesãos e instituições de ensino. Entre várias temáticas, foram abordadas, conceitos de turismo, segmentação turística, educação patrimonial, legislação turística e experiências de turismo em comunidades. De forma participativa, os presentes apresentaram as problemáticas relacionadas ao desenvolvimento da atividade turística no nosso município, bem como possíveis soluções, onde foram colocadas pelos grupos, idéias de projetos para melhorias da referida atividade.

Seguindo a programação, foram realizadas visitas técnicas, onde o Professor MSc. Francisco Everardo Girão, moderador da oficina, visitou a comunidade de Santo Antonio, no sentido de detectar as potencialidades para o turismo comunitário, visitou ainda o box de artesanato no mercado municipal, alguns de nossos prédios históricos como a capela de São Sebastião, Igreja de Nossa Senhora da Conceição, o Bar Santa Rita e a Prefeitura Municipal, esses, grandes elementos que trazem potencialidades para o Turismo Cultural.
Gostaríamos de agradecer a diretora da Escola São Francisco de Sales, Irmã Cristina por ceder o espaço, a professora Lia Gonçalves pela disponibilidade e o apoio durante esses dias, ao Secretário Municipal de Cultura Adelson Filho, a Prefeitura Municipal de Barcelos, na pessoa do prefeito Edson Mendes, que estabeleceu a parceria com o governo do estado no sentindo captar essa oficina para o nosso município.

Essa iniciativa é de grande relevância para o nosso turismo, pois tudo que foi construído de forma participativa durante esses dias, irá gerar um relatório que servirá de subsídios para a atualização do Plano Municipal de Turismo, e para que assim possamos alavancar essa atividade, transformando todo nosso potencial num efetivo produto turístico formatado.

Prefeito de Barcelos é premiado como melhor do Estado do Amazonas

O Prefeito de Barcelos, Edson de Paula Rodrigues Mendes , foi convidado pela União Brasileira de Divulgação – UBD, para receber o certificado de destaque, que o elegeu o melhor prefeito do Estado do Amazonas nos 100 primeiros dias de gestão. A  pesquisa Nacional avalia e reconhece o desempenho das administrações municipais e autoridades em implementação de políticas públicas que visam a melhoria da qualidade de vida da população.

“Feliz pelo reconhecimento de nosso trabalho. Fui escolhido como o melhor prefeito do Amazonas, nos cem primeiros dias de gestão. E um dos cem melhores do Brasil. Agradeço o prêmio concedido pela UBD e, principalmente, à nossa equipe de gestão. Há muito o que melhorar, e melhoraremos” Disse o Prefeito Edson Mendes.

Com destaque também para o Prefeito Clovis Moreira Saldanha da Cidade vizinha de São Gabriel da Cachoeira que está entre os quatro primeiros.

UBD – União Brasileira de Divulgação

A União Brasileira de Divulgação – UBD,  Fundada em l0/05/2001, com a finalidade de divulgar o  através de pesquisas interativas de Gestão Pública, destacando as melhores administrações municipais do Brasil, nas esferas de educação, serviços sociais, infraestrutura e saúde e outros serviços prestados junto à população.

A UBD é uma empresa de pesquisas e promove o título de “Os melhores prefeitos do Brasil”. Um dos critérios para a pesquisa é: Qualidade total nos serviços do governo municipal, onde se obtém sob uma pesquisa popular, um relevante relatório depois de se ouvir os munícipes onde a pesquisa foi realizada, determinando-se assim, o grau de competência do gestor, o que faz com que a UBD ofereça esta premiação em forma de reconhecimento e mérito ao gestor contemplado. A UBD é um instituto de experiência internacional, com congressos de prefeitos realizados em diversos países, como por exemplo, na cidade de Zurique, maior cidade Suíça, no ano de  2011. O instituto também tem escritório na Europa, na cidade Suíça de Badenerstrasse. O escritório europeu organizou o importante congresso que teve a finalidade de ressaltar a experiência pública e intercambio nos serviços de saúde, transporte público e educação.

LISTA DOS 10 MELHORES PREFEITOS DO AMAZONAS 2017.

Amazonas
 Barcelos  Pref.Edson de Paula Rodrigues Mendes
 Parintins  Pref. Frank Luiz da Cunha Garcia
 Itacoatiara  Pref. Antônio Peixoto de Oliveira
 São Gabriel da Cachoeira   Pref.Clovis Moreira Saldanha
 Presidente Figueiredo  Pref.Romeiro José Costeira de Mendonça
 Novo Airao  Pref.Wilton Pereira dos Santos
 Manacapuru  Pref.Betanael da Silva Dangelo
 Nhamundá  Pref.Gledson Hadson Paulain Machado
 Atalaia do Norte  Pref.Nonato do Nascimento Tenazor
 Manicoré  Pref.Manuel Sebastião Pimentel de Medeiros

Prefeito de Barcelos participa do IV Workshop Programa Amazônia Conectada

Manaus – O Prefeito de Barcelos Edson Mendes e o representante do Município Ronnie Cardoso, participaram nesta terça-feira, dia 04 abril, do IV Workshop do Programa Amazônia Conectada, na cidade de Manaus, no Comando Militar da Amazônia, na Avenida Cel. Teixeira, 4715 – Ponta Negra, das 08h às 17h.  É a Prefeitura unindo forças com o Exército Brasileiro e o Ministério da Educação, preparando Barcelos para receber Internet via cabo de fibra ótica.

O General Decílio de Medeiros Sales, chefe do Centro Integrado de Telemática do Exército, juntamente com o Gen. Ex. Geraldo Antônio Miotto Comandante Militar da Amazônia, proferiram a palestra de abertura dando início ao IV Workshop da Amazônia Conectada. O evento contou com a presença de vários representantes da AGU, MCTIC, MEC, ANATEL, RNP, UNIVASF, SUFRAMA entre  outros profissionais que deram a oportunidade de compartilhar com os presentes seus conhecimentos nas  diversas áreas e setores.

 O 4º Workshop – Programa Amazônia Conectada

O objetivo do evento é proporcionar a troca de conhecimentos entre os presentes onde foram debatidos temas voltados à energia, informação e desenvolvimento sustentável, com o intuito de discutir com a comunidade o potencial dos benefícios dessa nova infraestrutura.

O PROJETO

O Projeto Amazônia Conectada por sua suas características representa um marco histórico nas comunicações no Brasil. Implementação de um canal robusto de telecomunicações, centrado em um backbone de cabos ópticos subfluviais lançados nos leitos dos afluentes da bacia amazônica, a partir do qual vários serviços serão disponibilizados com alta capacidade e disponibilidade, tais como internet em alta velocidade, telemedicina, telessaúde, universidades à distância, beneficiando assim a população indígena e ribeirinha, escolas, universidades, organizações militares, e órgãos públicos.

Estudantes, pesquisadores e e profissionais de diversos setores se beneficiarão com uma infraestrutura robusta, capaz de levar tecnologia e cidadania para o interior da Amazônia.

Programação:

08h10 Credenciamento
08h30 Gen. Ex. Geraldo Antônio Miotto
Comandante Militar da Amazônia
Abertura do 4º Workshop do Programa Amazônia Conectada
08h40 Gen. Div. Decílio de Medeiros Sales
Chefe do Centro Integrado de Telemática do Exército
Programa Amazônia Conectada
09h10 Palestra da AGU
09h40 Discussão
09h50 Palestra sobre transmissão de energia elétrica através de cabos subfluviais. (Nexans)
10h20 Discussão
10h30 Coffe break
10h40 Palestra da MCTIC
11h10 Discussão
11h20 Palestra do MEC
11h50 Discussão
12h00 Almoço
13h30 Palestra da ANATEL
14h00 Discussão
14h10 Palestra da RNP
14h40 Discussão
14h50 Coffe break
15h10 Palestra da UNIVASF – Profª Maria Luciana
15h40 Discussão
15h50 Palestra da SUFRAMA
16h20 Discussão
16h30 Mesa Redonda: O papel dos provedores de Telecom para alavancar os serviços prestados para as comunicações no interior do Amazonas.
17h00 Encerramento (Coffe break)

Barcelos mostra ao Amazonas o Bailado do Peixe Ornamental na Feira de Turismo e Gastronomia

No período de 22 a 25 de junho, Manaus está sendo palco do Festival de Turismo e Mostra Gastronômica do Amazonas. O evento acontece no Centro de Convenções do Amazonas Vasco Vasques (Avenida Constantino Nery, ao lado da Arena da Amazônia). São quatro dias, com entrada gratuita. Os amazonenses ainda terão até este domingo (25) a oportunidade de conhecer a potencialidade dos 14 municípios turísticos do Estado participantes, entre eles Barcelos.

Amazonastur – Empresa Estadual de Turismo do Amazonas é a realizadora do evento que foi dividiu o Festival em três plataformas: Núcleo de Conhecimento, Rodada de Negócios e Programação Cultural.

O município de Barcelos  situado há 401 km de Manaus, participou deste importante evento e mostrou todo o seu potencial de desenvolvimento turístico e cultural nestes 4 dias de evento.  Com os esforço do Prefeito Edson Mendes e a Secretaria de Cultura e Turismo de Barcelos nas pessoas de Julia Soutello, Adelson Filho, Guinho Martins e Vadilson Gonçalves que levaram a oportunidade de mostrar ao amazonas e ao mundo  nossos recursos e atividades que atuam diretamente no trade turístico e cultural, aproveitando para apresentar nossos produtos aos convidados presentes e dando a chance de outros municípios do Amazonas e da capital conhecer um pouco de nossa Barcelos.

O turismólogo Vadilson Gonçalves, que atua na Prefeitura de Barcelos, destaca a participação do município no evento e diz que o Festival é um espaço para potencializar o turismo de pesca esportiva e eco turismo.  “Colocando todos os segmentos de turismo nós temos muitos potenciais. O turismo cultural com o festival do peixe como um produto já formatado, na questão ecológica nós temos o potencial de turismo de aventura com a maior queda de água do Brasil na Serra do Aracá e o turismo de sol e as praias mais lindas do Amazonas em que contemplamos o maior arquipélago fluvial do mundo com mais de 1.400 ilhas, o maior orquidário e uma biodiversidade enorme. Com isso Barcelos tem produtos formatados e mais de cinco potenciais a serem explorados”, destacou.

Outro destaque do Festival  foi o Stand 2 de Barcelos onde estava em exposição o Artesanato barcelenses, onde a artesã barcelense Alva Rosa e equipe mostraram aos presentes todo o talento já reconhecido internacionalmente.  São peças de diferentes tipos, como fibras, palhas tecidos, piaçava, madeira e sementes regionais, entre utilitários e decorativas, elas trazem elementos da cultura regional que imprimem particularidade e originalidade a cada peça.

O Bailado do Peixe Ornamental de Barcelos

Um dos momentos mais esperados do  terceiro dia do Festival de Turismo e Mostra Gastronômica do Amazonas foi a apresentação do Bailado dos Peixes Ornamentais, com o objetivo de divulgar a cultura barcelense e a nossa festa maior que é o Festival do Peixe Ornamental de Barcelos, uma das maiores expressões culturais do Amazonas.

A apresentação deu-se com horas de atraso, mas valeu a pena para aqueles que puderam esperar. Com muita desenvoltura os brincantes de Acará-Disco e Cardinal deram início as apresentação que levaram o publico presente ao delírio. Um verdadeiro espetáculo de graciosidade e sincronia dos bailarinos dos peixes Cardinal e Acará-Disco, com destaque a bela índia Julia Carioca.

VILA DE CARVOEIRO EM BARCELOS REALIZA FESTEJO DE SANTO ALBERTO DE TRAPANI – 2017

A Festa de Santo Alberto de Trapani na Vila de Carvoeiro, município de Barcelos AM, é o maior acontecimento religioso-social do rio Negro. Santo Alberto é o padroeiro dos navegantes que viajam pelo rio Negro. A maioria, quando passa por Carvoeiro, para e faz uma oração aos pés do primeiro santo carmelita canonizado. A devoção a Santo Alberto foi introduzida pelos missionários carmelitas no século XVIII. O último carmelita a morar em Carvoeiro foi Frei José dos Santos Inocentes de 1832 a 1852.

A Festa vai do dia 28 de julho a 7 de agosto 2017. A Vila de Carvoeiro está numa pequena ilha. Moram ali pouco mais de 30 famílias. Há uma escola chamada Grupo Escolar Santo Alberto – construída em 1973, um Posto de Saúde com um agente de saúde, uma delegacia-cadeia, uma Usina Termelétrica movida a motor .
Para a festa vem pessoas de todas as partes do Rio Negro e do Rio Branco, Barcelos, Santa Isabel, Novo Airão e outros.
VÍDEO EM HOMENAGEM A SANTO ALBERTO

VILA DE CARVOEIRO EM BARCELOS REALIZA A FESTA EM HOMENAGEM A SANTO ALBERTO2Na mesma data a festa também realizada em Barcelos. Contam que a novena de Santo Alberto foi introduzida e mantida pelo Sr. Francisco Paiva. Ele era um “promesseiro” e organizava a novena na comunidade Marará, onde morava. Mudou-se para Barcelos e passou a organizar a novena e festa em sua casa no Bairro de Nazaré, onde tinha construído uma capelinha dedicada ao Santo Alberto. Ele tinha uma pequena imagem de uns 20 cm. Realmente é uma imagem de Santo Alberto com o hábito carmelita, com capa branca, lírio e livro. Ele morreu há alguns anos atrás, mas faz muitos anos que a novena foi transferida pelo pároco para a capela Nossa Senhora de Nazaré.

HISTÓRIA DE SANTO ALBERTO DE TRAPANI

Santo Alberto de Trapani - CarvoeiroSANTO ALBERTO nasceu em Trápani – Sicília (Sul da Itália), no Século XIII (a data do nascimento é incerta), filho de Bento Abade e Joana Palizi (depois de 26 anos de um casamento sem filhos), que prometeram de consagrá-lo ao Senhor. Seus superiores o mandaram para Messina, por uma invasão de piratas: por sua oração alguns navios carregados de mantimentos conseguiram passar milagrosamente entre os assaltantes e chegaram até a cidade. Alberto pregou a palavra de Deus em vários lugares da Sícilia e foi provincial dos Carmelitas daquela ilha em 1296.
Morreu em Messina, no dia 7 de agosto (provavelmente em 1307). Conta-se que para o fim da polêmica entre o clero e o povo sobre qual missa celebrar em tal ocasião, apareceram dois anjos e entoaram o cântico da missa dos confessores.
Alberto foi um dos primeiros santos carmelitas venerado pela sua ordem; da qual, mais tarde, foi considerado patrono e protetor.
Em 1457 o Papa Calixto III permitiu o seu culto, confirmado mais tarde por Sixto IV (bula de 31/06/1476).
Sua imagem é representada tipicamente com um crucifixo entre dois ramos de lírio na mão direita. Outras vezes é representado com Menino Jesus entre os braços, enquanto esmaga o demônio sob os pés.
Santo Alberto é invocado contra as tempestades, para a cura das doenças (especialmente da garganta), nas carestias para exorcizar os possessos e em outras aflições.

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Gravura do século XV (Biblioteca Pública de Bamberg – Alemanha)
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Afresco do Santuário do Carmo de San Felice del Benaco (Itália)

ÁUDIO EM HOMENAGEM A SANTO ALBERTO

Ouça pelo nosso player: 

Meu Santo Alberto/ sou a sua devoção/ meu mensageiro de fé/ me dê a benção. A nossa fé se espelha por todo canto/ como num encanto/seus milagres surgirão. (bis)

Santo Alberto abençoe essa gente/ Santo Alberto nos proteja/ Santo Alberto dê força aos doentes/ aos carentes ajude a lutar.

Meu Santo Alberto meu padroeiro/somos romeiros desse lugar/ somos aqui de Carvoeiro/ hoje nós vamos te homenagear.

MENSAGEIRO (SANTO ALBERTO)

(Jorginho do Peixe / Chico Antônio)

Meu Santo Alberto

És minha devoção

Meu mensageiro de fé

Me dê sua bênção

A nossa fé se espalha

Por todo canto

Como num encanto

Seus milagres surgirão

Santo Alberto…

Abençoe esta gente

Santo Alberto

Nos proteja

Dê força aos doentes

E aos carentes ajude a lutar

Meu Santo Alberto

Meu padroeiro

Somos romeiros deste lugar

Somos aqui de Carvoeiro

Hoje nós vamos te homenagear.

ORAÇÃO E NOVENA A SANTO ALBERTO

Ó glorioso Santo Alberto, que durante toda Vossa vida fostes um admirável exemplo de pureza e ardor apostólico, intercedei por nós junto a Deus para que nos livre de toda mancha do pecado, e o teu exemplo nos guie na oração e na prática do bem, para que mereçamos sermos dignos da glória do céu. E, necessitando de um Vosso especial auxílio, com grande confiança recorro a Vós, ó Santo Alberto, preciso não só de graças espirituais mas também da graça de…… (fazer o pedido). Vós que tivestes tanto amor a Jesus e à Virgem Maria e, vos compadecestes das necessidades humanas, alcançai-me de Deus junto com sua celeste Mãe a graça que vos peço a mais completa resignação à vontade de Deus.

Não percam esta grandiosa festa!

Expedia aponta Barcelos como um dos 20 destinos mais bonitos para se visitar no Brasil

A Expedia Brasil, uma empresa americana e uma das maiores agências de viagens do mundo, indicou Barcelos – AM como um dos destinos mais bonitos para se visitar no Brasil.

A empresa considerou que o município apresenta uma beleza única, com uma a natureza quase intocada, hospitalidade e ótimos comentários dos visitantes em diversas fontes. Características como essas sobre a cidade e região podem ajudar a atrair mais  turistas.

Localizada a 401 km de Manaus, Barcelos, no Amazonas, é uma cidade cercada de águas, de modo que sua atividade turística destaca-se pelo ecoturismo e pela pesca desportiva.
Você olha para o céu e vê a maior queda d’água do Brasil, a Cachoeira do El Dorado. Você olha para o chão e vê a caverna mais profunda do Brasil, o abismo Guy Collet. Tudo parece ser imenso, Arquipélago Fluvial Mariuá o maior do Mundo, o segundo maior município do Brasil em extensão territorial. Entre céu e terra, nas praias às margens do Rio Negro, a capital do peixe ornamental e a maior concentração dos Maiores tucunarés de toda a Amazônia.

“Quando pensamos nas férias, além das atrações e dos inúmeros roteiros de diversão, no fim o que importa é saber que estamos em boas mãos. Seja nos serviços do hotel, no tipo de cozinha e restaurantes oferecidos no destino, e ainda, na hospitalidade e na cultura de seu povo”, comenta o blog Viajando com a Expedia.

A classificação foi baseada nos comentários de usuários. As dicas e sugestões dos viajantes são sempre fundamentais na hora de escolher entre tantas alternativas. A Expedia listou Barcelos como o SEGUNDO destino.

“O Rio Negro é o pano de fundo que forma paisagens incríveis, especialmente enquanto o sol se põe. As enormes formações rochosas do Parque Estadual da Serra do Aracá “protegem” os tesouros por trás da densa floresta amazônica, como é o caso da belíssima Cachoeira do El Dorado – considerada a maior queda d’água livre do Brasil.”, completa.

Conheça o Parque Estadual Serra do Aracá no Amazonas

A Amazônia talvez seja o bioma mais famoso do mundo, entretanto, nem todos os seus tesouros foram descobertos ainda. Um deles é o Parque Estadual Serra do Aracá (AM), localizado no Município de Barcelos(401  km de Manaus) na região de montanhas da Floresta Amazônica, na fronteira com a Venezuela. São quase dois milhões de hectares que guardam a maior cachoeira em queda livre do Brasil, a El Dourado, com 353 metros de altura, e dezenas de espécies endêmicas. Um patrimônio pouco conhecido e, infelizmente, pouco cuidado.

Gestor do parque há um ano e meio, o ecólogo Gustavo Ganzaroli é o responsável pela linha de frente na tentativa de dar visibilidade à unidade e captar recursos para sua implementação. Há anos a unidade de conservação (UC) tenta resolver o impasse da sobreposição com a Terra Indígena Yanomami e com a Floresta Nacional do Amazonas.

“Mesmo que o tamanho do parque diminua, nós não perderemos área de proteção, porque essa área é protegida pela Terra Indígena. E resolvendo a redelimitação, poderíamos avançar na conclusão do Plano de Gestão, começar a regulamentar o turismo e desenvolver a infraestrutura básica”. Segundo o Gestor.

O entrave para conseguir alterar o perímetro da unidade é outro, a falta de recursos. O parque não recebe recursos da ARPA, como a maioria das unidades de conservação amazônicas, tampouco possui uma verba própria que permita financiar a consulta pública necessária para redefinir os limites do parque.

Parque Estadual Serra do Aracá (AM). Foto: Gustavo Ganzaroli

Confira a entrevista que o WikiParques fez com Gustavo Ganzarolli:

WikiParques: O Parque Estadual Serra do Aracá existe há mais de 20 anos, mas é desconhecido da maioria dos brasileiros. Conte um pouco da história do parque.

Gustavo Ganzaroli: O Parque Estadual Serra do Aracá foi criado em 1990, através de um decreto que criou várias unidades de conservação no estado do Amazonas (Decreto Estadual n° 12.836/1990). Já haviam sido realizadas expedições de reconhecimento e pesquisa na década de 80 que identificaram várias espécies endêmicas e raras na Serra do Aracá, mas não houve estudos prévios para criação do parque em si. Dois anos depois foi criada a Terra Indígena Yanomami, sobreposta ao parque. De fato, existe uma ocupação indígena ali há décadas e a FUNAI (Fundação Nacional do Índio) já estava estudando a criação dessa área quando o parque foi instituído. Depois da homologação da terra indígena, uma outra unidade de conservação foi criada sobreposta ao parque: a Floresta Nacional do Amazonas (AM).

Por anos a UC foi um daqueles parques de papel, porque tinha sido criado, mas ninguém do estado tinha feito nada. Só em 2006, o estado do Amazonas começou a fazer as primeiras expedições de reconhecimento desse parque. E em 2009, a Secretaria de Estado de Meio Ambiente (SEMA), através do extinto CEUC (Centro Estadual de Unidades de Conservação), fez uma parceria com a Fundação Vitória Amazônica (FVA), uma ONG local, para captação de recursos com o objetivo de implementar o parque.

Nessa época, o corpo da SEMA era bem grande, eram tempos de vacas gordas, por assim dizer, diferente da crise que estamos vivendo agora. E nós demos início aos estudos necessários para elaboração do Plano de Gestão, que é como nós chamamos o Plano de Manejo. Em 2010, foi concluída a primeira versão desse plano, e levada para discussão em uma consulta pública, que é quando a população é convidada a participar do processo. Nessa consulta, os membros das organizações indígenas falaram do problema da sobreposição. No Plano de Gestão nós elaboramos regras, fazemos o zoneamento, entre outras coisas, isso incomodou os Yanomamis pela perspectiva de ter um parque ditando as regras do território deles. A própria Constituição reconhece o direito de uso inalienável dos índios sobre a sua terra (Artigo 231 da Constituição). Nós reconhecemos o direito dos indígenas, e iniciamos o trabalho para retirar essa sobreposição e alterar o perímetro da unidade. Com esse objetivo, em 2012, foi criado um Grupo de Trabalho (GT), dentro da Secretaria, composto por várias ONGs, governo e pelos próprios indígenas através das suas instituições, para entrar em acordo sobre a redelimitação.

De vermelho, o perímetro atual do parque; de amarelo, a Terra Indígena Yanomami; e de azul a Flona Amazonas. Sobreposição corresponde à 80% do território do Parque Estadual Serra do Aracá.

Quais foram as propostas para redelimitação?

A região da Serra do Aracá em si, onde está a maior cachoeira em queda livre do Brasil e os tepuis (montanhas cuja formação se assemelha a uma meseta), não está no Território Indígena. Portanto, mesmo desafetando a área com sobreposição, preservaríamos a Serra dentro da unidade. A primeira proposta era simplesmente reduzir o parque para área em que não há sobreposição, o que corresponde a uma redução de cerca de 80% do território total. Para não haver uma redução tão grande, foi feita uma segunda proposta de ampliá-lo na sua zona de amortecimento, onde passaria a ter uma extensão de 908 mil hectares. Isso faria com que o parque abarcasse outras áreas importantes para conservação, inclusive uma região muito rara geologicamente, que é uma formação de areais, dunas e campinas no meio da Amazônia, ao sudeste da Serra do Aracá. Portanto, os técnicos propuseram que, uma vez que o parque seria redelimitado, ele deveria incluir essa área.

A terceira proposta segue a mesma lógica de reduzir e ampliar. Porém criando uma unidade de conservação de uso sustentável em uma região onde existem comunidades ribeirinhas tradicionais que sobrevivem do extrativismo da piaçava. Ou seja, reduzir o parque, mas adicionar uma unidade de uso sustentável em área contígua. Essa ideia de ampliar o parque ou de criar outra unidade de conservação não avançaram muito porque existe o interesse da FUNAI para criação de uma outra Terra Indígena nessa área, apesar deles ainda não terem concluído os estudos na região.

Por que a redelimitação ainda não aconteceu?

Depois que o Grupo de Trabalho apresentou seu relatório, o próximo passo seria marcar uma nova consulta pública para discutir a redelimitação. Entretanto, o desafio é que, para essa consulta ser feita, são necessários recursos para garantir a participação da comunidade e viabilizar a ida das pessoas ao município de Barcelos (AM). A logística na Amazônia é muito complicada, nós dependemos de muito recursos apenas para fazer uma reunião dessas acontecer. É gasto de combustível, barco para buscar as pessoas nas comunidades… Essa consulta pública não aconteceu ainda por falta de recursos.

Parque Estadual Serra do Aracá (AM). Foto: Gustavo Ganzaroli

Como é a relação com a Floresta Nacional do Amazonas, que também está sobreposta ao parque?

A questão da Floresta Nacional é um pouco mais sensível. Entre o parque e a Terra Indígena há uma maior compatibilização de interesses e, se esse diálogo do governo com os indígenas melhorar, é possível trabalhar em conjunto. O contexto da Flona é mais complicado, porque é uma categoria de unidade voltada para uma perspectiva econômica, para exploração da própria floresta. Inclusive houve um grande receio de que a unidade estivesse sendo criada para concessão de minérios. Hoje a Flona não cumpre seu papel como unidade de conservação, não tendo sido ainda efetivamente implementada pelo ICMBio.

Qual sua opinião sobre a redelimitação?

As pessoas precisam entender que mesmo que o tamanho do parque diminua, nós não estamos perdendo área de proteção. Porque essa “área perdida” já é Terra Indígena. Não estamos falando, portanto, em reduzir a proteção da área. E se a redução do parque fosse efetivada poderíamos avançar na conclusão do Plano de Gestão, começar a regulamentar o turismo e desenvolver a infraestrutura básica da unidade. Já seria um progresso.

Como é a gestão da unidade diante da falta de recursos?

Eu estou na gestão há um ano e meio. Antes de mim, a UC ficou três anos sem gestor. Houve uma única outra gestora, em 2013, eu acho, que ficou apenas um ano, e nas mesmas condições de falta de recursos para trabalhar. Eu não sou cargo comissionado da SEMA, tampouco concursado. Eu entrei por um processo seletivo de um projeto com recursos de compensação ambiental. O estado conseguiu me colocar como gestor, disponibilizou o escritório, mas o governo do estado dispõe de poucos recursos próprios para lidar com as unidades de conservação. A maioria das UCs sobrevive através do ARPA [Programa de Áreas Protegidas da Amazônia]. Mas  o ARPA não apoia unidades de conservação com conflito territorial e sobreposição, como o nosso parque e o próprio Parque Nacional Pico da Neblina (AM), que também não recebe recursos do programa. Só que para fazermos a redelimitação precisamos de recursos, ou seja, estamos em uma sinuca de bico.

Parque Estadual Serra do Aracá (AM). Foto: Gustavo Ganzaroli

E a equipe do parque é só você, então?

Exato, mas eu conto com o apoio de diversos assessores da SEMA do escritório em Manaus e da rede de gestores das outras unidades estaduais. Como eu fui contratado por um projeto específico, meu vínculo é temporário, com prazo determinado. Eu sei que vou sair em junho, quando termina o contrato.

Como é a visitação na unidade?

Aqui na SEMA nós possuímos um trâmite para visitação das unidades de conservação. É necessário seguir esse procedimento para ser autorizado e ganhar uma espécie de “licença de entrada”, na qual explicamos como é feito o acesso na UC. Isso vale para todas as unidades de conservação estaduais do Amazonas. Não são todas as pessoas que fazem isso, para ser sincero. Algumas pessoas entram nas unidades sem autorização, às vezes até pela falta de uma infraestrutura no local que sinalize aos visitantes a necessidade dessa autorização prévia da SEMA.

No caso do Parque Estadual Serra do Aracá, para chegar nele é preciso fazer uma expedição. Nós temos até um pouco de receio de divulgar o parque, porque apesar dele ter muitos atrativos, ele não oferece nenhuma infraestrutura de apoio à visitação. Existe turismo, mas é um público bem restrito. As trilhas são de alto grau de dificuldade, não é qualquer pessoa que sobe lá, tem até um trecho de escalada para chegar no alto da serra. Em agosto do ano passado, eu realizei uma atividade de monitoramento na região, acompanhando um operador de turismo que organizou um grupo para visitar o parque. Essa foi a única vez que visitei a unidade, e uma oportunidade de saber como ela é e como acontece a visitação nela.

E existe pesquisa no parque?

Sim. O Instituto Nacional de Pesquisa do Amazonas (INPA) já foi lá algumas vezes, o Jardim Botânico do Rio de Janeiro também já visitou a unidade, fizeram até um filme, mas são principalmente instituições de pesquisa da Amazônia. Lá existem muitas espécies raras e endêmicas. Em toda expedição científica são descobertas novas espécies e feitos novos registros pro Brasil, de espécies que às vezes só eram conhecidas na Venezuela, que faz fronteira com o parque e abrange essa região de montanhas da Amazônia. Todas essas pesquisas também passam por um trâmite específico do SEMA para serem autorizadas. É necessário assinar um termo de compromisso, onde deixamos claro o risco da expedição, uma vez que não é um local de fácil acesso e não possuímos nenhuma infraestrutura lá.

Parque Estadual Serra do Aracá (AM). Foto: Gustavo Ganzaroli

Como é feita a fiscalização da área? E quais os principais problemas na unidade?

Como o parque está em uma região de fronteira, o próprio Exército monitora a área. Lá não há tanto desmatamento porque é uma região muito distante, a última comunidade está a quase 200 quilômetros de distância em linha reta, por meio de rios. O desmatamento acontece em baixa escala, mais próximo das comunidades. O que foi constatado é o garimpo. Isso já foi denunciado pelos próprios Yanomamis, porque é um problema da região como um todo.

Diante do tamanho do desafio de gerir um parque nesse contexto, qual sua principal meta de gestão?

O meu objetivo é mostrar a importância do parque. Ele é desconhecido, pouquíssimas pessoas sequer ouviram falar dele. Minha meta é divulgar esse patrimônio e sensibilizar as pessoas e, consequentemente, os políticos. A conservação precisa ser uma pauta prioritária nas agendas. O objetivo de um parque, de uma forma geral conforme descrito pelo SNUC [Sistema Nacional de Unidades de Conservação] é a visitação turística e a pesquisa. Para ele funcionar como parque é necessário, portanto, um recurso expressivo que permita implementá-lo, criar trilhas, capacitar condutores, ter a presença de guarda-parques, uma sede no local. O parque abriga a maior cachoeira do Brasil em queda livre, a caverna mais profunda de quartzito, a paisagem do lugar é linda, temos um potencial turístico enorme.

Apesar de ser um pouco chata essa questão de ordenamento territorial, ela pode ser uma oportunidade para gestão desses conflitos. Se todos os interessados sentarem na mesa: o órgão estadual, o órgão nacional, as comunidades tradicionais e os indígenas; para definir e ordenar o território, essa redelimitação pode ser uma referência para outras áreas protegidas no Brasil.  Por um lado o parque funciona como uma barreira de proteção para os indígenas, por outro, eles podem auxiliar o turismo no parque, como está sendo desenvolvido no Parque Nacional Pico da Neblina. Também queremos integrar as unidades da região do Alto Rio Negro. Inclusive existe a oportunidade da Serra do Aracá fazer parte do roteiro “Montanhas Sagradas”, uma iniciativa do ICMBio no Pico da Neblina. Além disso, estamos tentando sensibilizar o ARPA e o Ministério do Meio Ambiente para captação de recursos que permitam a implementação da unidade. A nossa meta é unir forças em nome da conservação.

Com informações do WikiParques